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A Guerra das Letras

Clube dos Poetas Mortos

Perguntam-me às vezes qual o meu clube

sorrio e respondo: «Clube dos Poetas Mortos».

Cabisbaixos, seguem caminho.

 

Mas há também Clubes dos Poetas Vivos

marcam encontros em esplanadas e cafés

são tertúlias poéticas (assisti de longe)

como longas reuniões de negócios de laços difíceis.

Declamam versos, reclamam glórias

passam poemas que vão de mão em mão

como fotografias de casamento. De súbito

um deles, com ar respeitável, olhava para mim

Viu-me escrever e pensei que talvez pensasse

Que seria possível juntar-me ao banquete de poesia.

 

Não, sou sozinho.

Só. E os meus poemas

São a minha roupa interior,

que não exibo.

 

E se te aprontas, vago leitor

de apupá-los de ridículos

mesmo que tenhas razão (e talvez tenhas razão)

grito-te aos ouvidos com pulmões de oceano

os versos escritos por eles e por mim

os versos escritos por todos os poetas

os versos escritos por todos os artistas:

 

“Vem aí a Morte”

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