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A Guerra das Letras

Poema cíclico

Sei que duvidas do meu amor por ti

Como duvidamos às vezes

Da veracidade e lógica do Verão

Quando, à distância, as nuvens surgem.

Não posso esclarecer dúvidas

Não sou professor, o amor não ensino

Por ser o Amor professor que nos ensina.

Afinal, a minha mão apertava a tua

E desconfiavas que meu gesto sincero

Era para que te sentisses segura

E parasses de tremer,

Como a terra que não pára de tremer

(maldita terra que não pára de tremer)

 

Soubesses as vezes que me resgatas

Dos escombros, das ruínas dos prédios

Quando firo o centro do lar

Com meu tridente de voz neptunina

Provocarias em mim abalos sucessivos

Porque és sempre tu que me salvas

Porque és sempre tu que me a(em)balas

Quando apareces diligente

Oferecendo-me metade da tua maçã

E sorris. E o teu sorriso dura

Até ao momento que voltas

A duvidar do meu amor por ti

 

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