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A Guerra das Letras

Um novo Deus

O meu filho perguntou-me se Deus existia

E no meio dum ponto de exclamação contrariava

No fundo, todos os teólogos que enlouqueceram

A tentar explicar ao mundo o que era Deus. Deus

Para ele era um espírito, não aparecia nos noticiários

Da televisão carnívora de boca ensanguentada

Nos debates temáticos e documentários do que cria

Do que sabe, mas não diz a ninguém, como velhas à janela

Desesperadas, à espera do regresso ao lar dos filhos.

Daqueles lábios inocentes, daquele coração puro

Naquela inocência que o tempo degenera

Explicou, como um desenho geométrico

Em papel milimétrico, o melhor que Deus tem

Que é não aparecer em debates televisivos

Que é estar em espírito no coração dos homens

E fundou, como D.H. Lawrence, a sua própria religião

Que seguirei fiel, porque nele creio.

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