Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Guerra das Letras

Dois pontos

I

 

Continuemos com nossos dedos de conversa

como líquenes verdes aquecidos ao sol

nas pedras graníticas, nos gritos interiores

nas duas gemas de ovo róseas dos teus seios

 

meu amor poético, duma vida sem rigores

cidade hospitaleira dum país em guerra, fervo

dentro férvidos licores abundantes

numa árvore tesa a transbordar de seiva

 

no maior início, da palavra amor, é o rosto

dum pânico qualquer que em breve tudo acabe

 

II

 

Põe de lado agora as rimas várias. Bem sei

das dualidades obsessivas que a vida exige

dois braços, duas pernas, duas coxas,

dois olhos, dois lábios, duas nádegas

 

dois seios também, que eu nada olvido. Beijo

dois beijos de crepúsculo no conforto morno

duas almas em labirínticos prazeres,

dois corpos conectados que sobrevivem

 

voltámos aos tempos Grécia antiga. Vem fazer

constelações na pele com nossos dedos musicais

que tudo é escravidão, mas escolho ser

fiel ao amor ao qual me sinto cativo

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D